domingo, 6 de maio de 2007

HOMEM - ARANHA 3

Por Joannes Lemos
Dizem que a moda na indústria cinematográfica atualmente são as trilogias. Grandes sagas de sucesso do cinema contemporâneo foram contadas em três partes, como O Senhor dos Anéis e Matrix, e todos com grande sucesso de público e crítica. Talvez essas histórias tivessem mais condições de oferecer ao público mais conflitos, emoções e dramas. Porém, seus produtores resolveram acabar com tudo no terceiro ato. Com o longa Homem-Aranha 3 (Spider-Man 3, EUA, 2007) a exceção poderia fugir à regra, como aconteceu com Harry Potter. O terceiro filme que conta a saga do herói-aracnídeo poderia dar passagem para a quarta, e, quem sabe, para a quinta e sexta aventura da série. História e inspiração para tal não falta.
Com um orçamento de US$ 258 milhões, este é o filme mais caro da série e do cinema americano, superando o caríssimo King Kong, de Peter Jackson. E o orçamento caro fez jus na tela. O que vemos em 140 minutos de história é muita emoção, adrenalina a mil, cenas bem montadas, efeitos especiais de primeira linha, e é claro, muita ação, conseqüência do excesso de vilões: o homem-areia, assassino do tio de Peter Parker, que após fugir da prisão, sofre um acidente em uma experiência nuclear e acaba se transformando no bem produzido homem empoeirado; Harry Osborn, que não desistiu de vingar a morte de seu pai, Norman Osborn; e por último e não menos perigoso, um simbionte vindo do espaço cai na Terra e, literalmente, gruda na vida de Peter.
Esse grude provoca um dos pontos altos do filme, já que a geléia preta do espaço toma conta da personalidade do nosso herói quando usa a roupa escura, deixando de lado a vestimenta com as cores da bandeira americana. Com o poder e a vontade revigorados, Peter se senti melhor e mais poderoso com a roupa preta, e isso lhe é oferecido já que o tecido do novo traje é na verdade o simbionte. Aí começa uma luta emocional e pessoal sobre o que é certo e errado, e se fazer o bem compensa mais do que fazer o mal. Conflitos à parte, nosso amigo aracnídeo precisa passar no teste de amor com Mary Jane, já que seu relacionamento fica abalado depois da crise de identidade.
Homem-Aranha 3, além das características de uma superprodução, é uma boa opção não apenas por ser ótimo produto de diversão, mas por trazer mensagens capazes de colocar o espectador pra pensar, como a troca da vida particular pelo mundo da fama, descritos no filme com a alta popularidade do herói na cidade de Nova York,e consequentemente o assédio da imprensa sensacionalista, e a busca de Mary Jane por um lugar nos palcos.
Homem-Aranha é muito mais do que apenas as cenas de luta ou de passeio do aracnídeo entre os prédios da grande metrópole americana. É um conjunto de cenas com ótima fotografia, sincronia, bons ângulos, aliado a diálogos bem resolvidos. Enfim, um filme que não merece seguir a tendência das trilogias.


segunda-feira, 2 de abril de 2007

PODE FICAR NO MEU LUGAR


Por Joannes Lemos

Durante muitos anos, o SBT reinou isolado na segunda colocação da audiência das emissoras de sinal aberto do Brasil. Qualquer programa que o canal colocasse no ar era garantia de bons pontinhos no Ibope. Quando atingia seus 20 pontos, já era um bom resultado pra emissora de Silvio Santos, que nunca teve a pretensão de chegar ao primeiro lugar, posto ocupado pela Globo há mais de três décadas.
Pois é, mas a Record tem essa pretensão. E já alcançou o feito que poucos acreditavam ser possível. Depois de entrar de cabeça por melhores resultados na audiência, a emissora paulista finalmente conseguiu desbancar o SBT, e assim, assumiu a segunda colocação entre as emissoras brasileiras.
E como se não bastasse, os diretores da emissora não se deram por satisfeitos. Ao contrário do SBT, deixaram bem claro que não vão se acomodar na segunda posição, e querem, por mais incrível que possa parecer, chegar à liderança de audiência. Para conseguir tal resultado e suplantar a Globo, a Record não polpa esforços. Está investindo milhões para se adequar às exigências do público e deixar sua programação bem parecida com a da Globo. O jornalismo do canal é o segundo mais visto do país. As novelas, idem. Vários profissionais responsáveis por estes dois setores vieram do canal carioca, de atores a diretores, e profissionais do jornalismo.
Enquanto isso, a bruxa anda solta pelos lados da Anhanguera, onde estão localizados os estúdios do SBT. Entra semana e sai semana, e a programação da emissora de Silvio muda. O jornalismo do canal não conseguiu ainda dizer a que veio, mesmo com a contratação de nomes de peso, como Ana Paula Padrão e Carlos Nascimento. E as novelas hein? Sem comentários. Ninguém é obrigado a engolir uma novela adaptada de uma outra mexicana, e que aqui ganhou o nome de Maria Esperança.
A esperança para o SBT já foi embora há tempos. Se a Record conseguiu chegar aonde chegou é porque fez um planejamento a longo prazo, coisa que o SBT nunca soube o que é. Não é por acaso que a atual vice-líder planeja alcançar a primeira colocação em um prazo de 10 anos. Eles pensam no futuro. Recentemente, compraram até os direitos de transmissão das Olimpíadas 2012, com exclusividade, desbancando a toda poderosa Globo. Mas o investimento para alcançar tal feito foi pesado, cerca de R$ 60 milhões.
Agora, quem deve estar de cabelo em pé é a alta cúpula da Globo, que vêem no avanço da Rede Record uma séria ameaça. E, se não se mexerem e ficarem acomodados como o SBT, correm sim o risco de perderem o posto que ocupam desde o início da década de 1970.

sexta-feira, 30 de março de 2007

O PODER DO MOUSE

Por Joannes Lemos

Na segunda metade da primeira década do século XXI, o mundo vive às voltas com vários contratempos. Aquecimento global de um lado, crises financeiras e o perigo das armas nucleares do outro. E, no meio disso tudo, a revolução da comunicação através da internet. Na 1ª Semana de Comunicação da Faesa, um dos temas que mais despertou interesse de alunos e professores foi esse, o jornalismo na era da web 2.0.
Se você ainda não ligou o nome à pessoa, vamos lá. Web 2.0 é a participação dos usuários do meio na construção de novas mídias, ou seja, o próprio internauta colabora na criação e transformação de interfaces da
internet, promovendo a criação de redes sociais. Para exemplificar, temos o Youtube – que teve grande destaque na morte de Saddam Hussein -, que cresce em números de acesso a cada dia, graças aos vídeos postados pelos próprios usuários. Outro fenômeno dessa dita nova era da internet é o Orkut, rede de socialização onde o eu se tornou nós.
Mas não poderia deixar de citar os blogs. Grande parte das pessoas que têm acesso à rede mundial quer deixar sua marca na teia virtual, seja uma marca com um ponto de vista sério ou fútil. Assim, o Blogger e Wordpress viraram epidemia, com tema de tudo quanto é tipo, e gente achando que está fazendo jornalismo. A tendência cada vez maior é a produção de conteúdo informativo ser feita através da internet. Isso se deve, em parte, à vontade de participar da criação de veículos de comunicação.
De olho nesta transformação, os portais de notícias de todo mundo, e também do Brasil, lançaram mão do conservadorismo e criaram sites mais arrojados e com excessos de informação e hiperlinks, que remetem a blogs e afins. Ultimamente, os blogs chegam a receber mais acesso do que portais de grandes mídias. Para não comer poeira, as grandes corporações midiáticas, de olho na internet, tentam criar meios para se adaptar e não perder espaço. Vide o site do Big Brother Brasil, repleto de vídeos, fotos e informações, e com milhões de visitas.
Só no ano passado, foram vendidos mais de sete milhões de computadores no Brasil, segundo o IDC, empresa especializada em consultoria de mercado. Só temos a comemorar, pois quanto mais pessoas tendo acesso à rede, mais democracia na comunicação. Mas como profissionais da informação, devemos nos preocupar. O excesso de informação sem qualidade banaliza e estigmatiza nossa profissão.

quarta-feira, 14 de março de 2007

ARTIGO.COM - Nº 4

A escola no lugar do presídio
Por Joannes Lemos
A sociedade brasileira é o que podemos chamar de ‘expert' nas mazelas da violência. De tempos em tempos, e agora, com certa freqüência, nossas vidas são bombardeadas pela imprensa nacional sobre um novo crime banal. Há pouco mais de um mês, acompanhamos estarrecidos mais um desses acontecimentos, quando, impulsionados pela total falta de humanismo, dois bandidos arrastaram por mais de sete quilômetros o corpo do menino João Hélio, que após um assalto ficou preso ao cinto de segurança do carro conduzido por sua mãe. Um dos envolvidos tem apenas 16 anos.
Momentos depois, a sociedade chocada pedia por justiça e punição para os envolvidos. Mais do mesmo, como já estamos acostumados. Mas desta vez, a pressão por solução foi maior, entrando em pauta uma urgente revisão das leis para efetuar a mudança da maioridade penal do nosso país. Isso fez o Congresso Nacional se mobilizar para votar novas medidas.
Neste momento fica no ar uma pergunta intrigante. Seria possível reduzir os índices de violência com tal medida? É claro que infratores como os assassinos do pequeno João Hélio devem ser punidos. Porém, a solução para diminuir os índices de violência não seria misturar os jovens com todo tipo de bandido. Outras medidas inadiáveis devem ser realizadas no momento.
Uma delas seria colocar em prática o Estatuto da Criança e do Adolescente, pejorativamente conhecido como ECA. Nossos jovens, principalmente aqueles que são vítimas da ausência de políticas públicas, necessitam de educação, cultura, lazer e saúde. A implantação de mais centros de aprendizagem profissional nos centros urbanos também é um importante caminho, que podem impedir que os menores, sem perspectiva de sobrevivência, se misturem com o tráfico de drogas e com adultos infratores.
Não seria o melhor caminho misturar adolescentes de 15 ou 16 anos com gente de péssima índole nos nossos presídios, que todos sabem, funcionam de forma precária. A permanência nesse tipo de local ia fazer com que eles se tornassem pessoas mais revoltadas com o sistema, pois as casas de detenção do Brasil não têm demonstrado aptidão de recuperar a capacidade de convivência social de seus internos, que passam anos descumprindo a lei dentro dos próprios presídios. Então, vamos lutar menos por leis que nunca são cumpridas e lutar mais por boa educação.

domingo, 11 de fevereiro de 2007

TEMA GERAL

Colhemos o que plantamos

Por Joannes Lemos
Nosso planeta está doente. Relatórios divulgados recentemente pelo Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas - IPCC -, órgão das Nações Unidas, mostra que a Terra está sendo transferida do quarto de observação para a UTI. O causador desse quadro patológico desta senhora são seus próprios filhos. Ao longo de tantos anos, a saúde do planeta foi intensamente atacada por aqueles que deveriam conservá-la. O homem é o principal causador de tanta deterioração, e agora, as conseqüências são inevitáveis.
O aquecimento global é uma realidade triste e obscura, e muito, muito quente. A previsão é de que a temperatura da Terra cresça, na melhor das hipóteses em 1,8ºC, e na pior das hipóteses em 6,4ºC. Mas 3ºC já será considerado aumento suficiente para provocar um caos. O que podemos sentir na pele nos últimos anos, principalmente no Brasil – país com históricos de muito calor – é que a temperatura cresce de fato. E é bom preparar o protetor solar, já que 2007 promete bater todos os recordes de calor.
Mas não é só de calor que os filhos mal-criados da Terra sofrerão. São esperados, com muita preocupação, fortes tempestades, tufões, furacões e ciclones que castigarão vários países caribenhos, asiáticos, europeus e é claro, o todo-poderoso Estados Unidos, um dos países que mais contribuem para o agravamento da situação dantesca, e um dos que menos trabalham para reverter a situação. Em 2004, o mundo acompanhou com apreensão a chegada do primeiro furacão registrado no Atlântico Sul, o Catarina, que atingiu o estado de Santa Catarina com ventos superiores a 120 km/h, e que foi sentido em outros estados, como Rio Grande do Sul e Paraná.
Todas as regiões do Brasil sentirão os efeitos do aquecimento global, seja com maior ou menor intensidade. O nordeste do nosso país mais uma vez será um dos que mais sofrerão as conseqüências. A previsão para a região é totalmente pessimista e desanimadora. O prognóstico do IPCC é de que a região da caatinga poderá desaparecer e se transformar num semi-deserto nas próximas décadas. Milhões de pessoas que dependem da agricultura serão afetadas. Até nisso o aquecimento global é injusto, já que prejudicará principalmente os mais pobres e já sofridos habitantes do nordeste. E o sul e sudeste do Brasil também podem se preparar, porque muita chuva virá, com mais força e em um espaço de tempo muito curto, onde os mais prejudicados também serão, mais uma vez, as classes mais baixas.
Os prejudicados pelo desequilíbrio ecológico também estarão espalhados por outras partes do mundo. Os países que estão abaixo do nível do mar já estão em alerta. Holanda, Bélgica e Bangladesh, entre outros, já podem preparar suas medidas de segurança, já que o nível dos mares, segundo os resultados do IPCC, poderá aumentar entre 18 cm e 59 cm nos próximos anos. As milhares de cidades costeiras espalhadas por todos os continentes poderão ser atingidas pelo avanço do mar. Aqui no Brasil, Vitória, Rio de Janeiro, Florianópolis, São Luis e as outras banhadas pelo Atlântico podem sofrer as conseqüências do derretimento das calotas polares. Novas Venezas surgirão?
Se teremos novos roteiros para fazer passeios de gôndola ainda não é possível afirmar, mas fazer passeios para a Patagônia ou para os Alpes Suíços para uma deliciosa prática de esqui ficará cada vez mais difícil e, diga-se de passagem, antiquado. A massa gelada derrete com mais velocidade a cada ano. Velocidade esta que nem o mais hábil e veloz dos esquiadores é capaz de acompanhar. No Ártico, o gelo desaparecerá totalmente durante os meses do verão na segunda metade do século. Muitas das requintadas geleiras dos Alpes Suíços podem desaparecer até 2037 se atitudes drásticas não forem tomadas. Na Antártica, várias massas imensas de gelo se desprendem do continente em direção ao oceano, derretendo e provocando aumento do nível das águas marítimas.
O colapso está bem claro. Depois dessa pequena lista de tragédias anunciadas – sim, porque as catástrofes que virão são em maior quantidade que essas que mencionei – o que cabe a nós, filhos da Terra, é encontrar uma forma que possa contribuir para amenizar os estragos que, ao longo dos anos, e principalmente depois da Revolução Industrial, colaboraram nas alterações climáticas do mundo. A contribuição para um planeta melhor vai além de reduzir os índices de dióxido de carbono (CO2) da atmosfera. O uso desnecessário de ar condicionado deve ser controlado, para poupar a preciosa energia e diminuir os gases que o aparelho joga na atmosfera. Usar o transporte público com mais freqüência, já que além de sair mais em conta, quanto menos carros nas ruas, melhor. Assistir ao documentário “Uma Verdade Inconveniente”, do ex-vice-presidente e ex-futuro presidente dos EUA, Al Gore, também ajuda, porque ele nos dá a real dimensão da gravidade da situação, e ainda, o desprezo por parte de alguns ‘donos’ do poder com relação ao agonizante estado da Terra.
Agora, não adianta que os laboratórios farmacêuticos inventem super-fórmulas de protetor solar fator 150 ou 200, ou que casas flutuantes à prova de enchentes sejam vendidas em lojas de departamentos. O que vale é as ONG’s, a população, a direção das grandes indústrias poluidoras e os governantes discutirem e estabelecer a melhor forma de diminuir os estragos provocados. Somente diminuir, pois nem adiantaria mais reduzir as emissões de CO2 à zero. O mal está feito, e as conseqüências dos danos serão sentidas pelos próximos mil anos.
Resta saber se resistiremos por tanto tempo.

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2007

ALIANÇA DOS ALÍENIGENAS ALIENADOS - Nº 2

E enquanto 2010 não chega...
Por Joannes Lemos
Nasce mais um ano, e com ele, somos surpreendidos mais uma vez pela implacável organização que tem apenas um objetivo: se apossar dos domínios do Brasil. O dia 1º de fevereiro é marcado pelo reaparecimento dos novos membros da aliança que há tempos vêm assolando os quatro cantos do nosso imenso território.
A existência desta confraria não é segredo pra ninguém. Eles estão presentes em todos os estados do Brasil com seus representantes. A mídia nacional e internacional promove ampla cobertura jornalística dos eventos que coroam o novo reinado dos membros da comunidade, que chegaram aonde chegaram com o apoio dos terráqueos. Isso mesmo, em pleitos que acontecem periodicamente, a democracia acabou elegendo entre vários candidatos humanos alguns extraterrestres. Candidatos esses que não tem o menor compromisso com o país verde-amarelo, que fazem questão de mostrar o quanto vil e torpe são, talvez por não possuírem o caráter que se imagina existir na maioria dos humanos. O caradurismo e a desfaçatez imperam na índole desses facínoras.
Mas que fique claro: entre os membros da nova gestão legislativa da nação existe a minoria - esta por sua vez humana -, séria, competente, de boa estirpe e que está antenada com os problemas da imensa massa populacional que vive mergulhada na carência, e é claro, a mercê da Aliança dos Alienígenas Alienados. Mas essa pequena minoria é insuficiente para vencer a potente aliança.
Agora, caros amigo, é ficar de olho no noticiário político e vigiar como verdadeiros cães de guarda o trabalho - ou a falta dele - da entidade do planeta Corrupturno, e quem sabe, não cometer as mesmas bobagens na próxima vez. Sei que o desafio é difícil, e quem sabe se com o bom senso de todos um dia essa raça malcheirosa deixe de existir. Não custa nada tentar.

terça-feira, 30 de janeiro de 2007

CRONICAMENTE FALANDO - Nº 3

O Perigo é mais embaixo
Por Joannes Lemos
Numa cidade imensa como Gigantópolis é preciso ter bastante cuidado ao sair pelas ruas. O trânsito é complicado, e o risco de colisões e atropelamentos é constante. Fora os perigos dos assaltos, porque os meliantes estão por todos os cantos. Não bastasse isso, ainda é preciso ter consciência de onde se pisa, já que Gigantópolis agora foi acometida por um estrondoso problema: os desabamentos de ruas.
Um dia bonito, uma caminhada tranqüila por uma rua de um bairro familiar, e, quando menos se espera – e nem é possível imaginar – tudo o que está aos arredores afunda, para as profundezas do desconhecido. Tem início uma luta pela vida, onde as equipes de socorro da grande cidade procuram por vítimas. O trabalho não é fácil, e somente depois de exaustivos dias de trabalho são encontradas as vítimas de um projeto executado de forma assustadoramente incorreta.
Algumas famílias que moram – ou moravam – no local do acidente perdem suas casas, e com elas, as lembranças de toda vida.
A tragédia de Gigantópolis é estampada no noticiário nacional e internacional. Começa um jogo de empurra-empurra para saber de quem é a culpa pelo desastre. O impasse, assim como em uma novela, terá vários capítulos.
Mas de tudo o que aconteceu, uma coisa ficou bem clara: a persistência e garra das equipes de salvamento, que trabalhavam incansavelmente dia e noite, para, enfim, proporcionar um fim digno para aqueles que perderam suas vidas em meio às toneladas de areia e pedra.
Agora, sempre que sair de casa, a população de Gigantópolis ficará bem atenta por onde pisa, pois mais um problema afeta a vida da cidade: as ruas que desabam.