quinta-feira, 31 de agosto de 2006

ALIANÇA DOS ALIENÍGENAS ALIENADOS



Por Joannes Lemos
No ano de 2006, nosso país é tomado novamente por uma onda de invasões. Eles estão por todos os lados, em todas as partes. Não temos para onde correr. Não temos para onde fugir. De tempos em tempos, o Brasil é invadido por uma tempestuosa aliança. Ela é a Aliança dos Alienígenas Alienados.
Seres intergaláticos, alienígenas sanguessugas, que agem como predadores vorazes que buscam a todo custo o benefício próprio. Esses seres estão em várias partes do planeta, mas o Brasil é um dos países onde eles se encontram em maior quantidade, e Brasília é a cidade preferida dos invasores, talvez porque fique bem no coração do país, no planalto central, um bom lugar para pousar suas naves espaciais.
Impressionante é a maneira como vivem. São extremamente cúmplices um do outro, formando poderosas alianças que visam somente à exploração dos bens dos habitantes do nosso país. São seres usurpadores que usam disfarces. As vezes, fica até difícil identificar um alienígena dessa espécie, que volta e meia conseguem se infiltrar entre as pessoas de bem.
Não é possível saber exatamente de onde esses seres vieram. O que sabemos é que são seres sedentos pelo poder a todo custo. Eles querem ter nas mãos o domínio de toda riqueza. Mas outro fato também é do conhecimento de todos. Os membros da confraria da AAA aparecem durante alguns meses do ano, e, depois disso, desaparecem, como num truque de mágica. E aí, depois de algum tempo de paz, somos novamente atacados. Um ciclo vicioso. Nesse ritmo, sobrevivemos.
E não percam, em breve a segunda parte da Aliança dos Alienígenas Alienados

sexta-feira, 21 de julho de 2006

TEMA GERAL

ASSIM NO LÍBANO COMO NO BRASIL

Por Joannes Lemos
Do ponto de vista financeiro e cultural, Brasil e Líbano não possuem aspectos em comum, sendo diferentes nesse quesito. Não podemos dizer o mesmo no que diz respeito a segurança de ambos.
Recentemente, uma onda de conflitos e instabilidade tomou conta dos dois países. O Líbano, porém, enfrenta uma situação dantesca, demasiadamente grave, que abala todas as estruturas do país: a econômia, a política, a segurança e, principalmente, interfere na estrutura familiar de todos os libaneses e também nas famílias de outros países que tem parentes no Líbano.
No Brasil, vivemos um conflito interno, de proporções menores por qual passam os libaneses, mas não menos grave. Aqui o problema é a péssima administração do sistema carcerário e das políticas públicas de segurança, e com isso acompanhamos uma perigosa inversão de papéis: os bandidos ordenam; o governo obedece, acuado como um macaquinho das florestas amazônicas. E o que vemos são marginais sem escrúpulos dando ordens de seus Motorolas, LG’s e Samsungs pré-pagos escondidos e livres nos interiores dos presídios de “segurança máxima”. Sendo assim, ônibus são queimados e depredados pelas facções, e a população, que necessita desse serviço para trabalhar e estudar, para mover a engrenagem brasileira que teima em não rodar, essa população fica num mato sem cachorro. Agentes penitenciários e PM’s, e até seus parentes, são assassinados de forma torpe e cruel, levando ao total desespero e infelicidade seus familiares. Isso vem acontecendo com freqüência em capitais como São Paulo, e em menor escala também em Vitória. O número de vítimas só aumenta.
Vamos atravessar o mar novamente e voltar ao Líbano. O conflito que aquela nação enfrenta deixa todos indignados. Indigna quem convive dia e noite em meio a bombas e ataques aéreos, e indigna quem está longe e acompanha tudo pela TV. Revolta saber que os seres humanos – desumanos é a palavra correta – são capazes de tal ato, deixando um dos países da região que é o Berço da Humanidade à beira do caos. Chega ser torturante saber que um país como o Líbano vive um completo desarranjo, país aquele que já foi considerado do ponto de vista financeiro a Suíça do Oriente, e do ponto de vista turístico era comparado com Mônaco, com seus cassinos e hotéis de luxo. Beirute, a capital libanesa, está praticamente em ruínas e às moscas. Os hospitais, órgãos públicos e emissoras de TV funcionam precariamente.
O conflito vivido pelos libaneses difere do que vivemos aqui no Brasil. Nos anos 60, Líbano passou a ser atacado por Israel por motivos políticos e econômicos. Com a desculpa de realizar a defesa do país, a Síria ocupou o Líbano por quase três décadas, tendo saído do país por ordem da ONU e após o assassinato do ex-primeiro-ministro libanês, Rafik Hariri, que se posicionava contra a ocupação dos sírios. Como as fronteiras do Líbano ficaram desprotegidas sem a presença do exército sírio, os israelenses retornaram a bombardear alvos civis do Líbano a partir do dia 13 de julho deste ano, em resposta às açoes criminosas do grupo Hesbolah, fazendo várias vítimas, na maioria crianças, e entre essas crianças estão três brasileirinhos.
Líbano precisa de ajuda, é uma nação sem exército, sem nenhum sistema de defesa. O Brasil também precisa de ajuda. Possui exército, mas parece não saber utiliza-lo da melhor forma, pelo menos aqui em nosso território. O governo paulista precisa do exército, oferecido pelo governo federal, mas não quer aceitá-lo. São Paulo tem governador? Será que Cláudio Lembo tem noção do cargo que possui e da tarefa que assumiu?
O Brasil montou uma operação para resgatar os brasileiros que estão no Líbano e que de lá querem sair. Eles merecem ajuda, sem dúvida, assim como todo povo libanês carece de apoio. Resta saber quem irá ajudar os brasileiros do Brasil e acabar com nossos conflitos.

quinta-feira, 20 de julho de 2006

CINE MILÊNIO - Nº 3

Vem Dançar
Por Joannes Lemos
A arte da dança sem dúvida é um dom nato. Nem todos que almejam dançar bem conseguem, é preciso gingado. Mas em ‘Vem Dançar’, Estados Unidos, 2006, a questão não é essa. A questão aqui é outra, de cunho social.
Pierre Dulaine (Antonio Banderas) é um dançarino de salão profissional, um mestre da dança. Certa noite, Pierre se depara na rua com um garoto destruindo o carro, que veio a saber depois, ser da diretora de uma escola próxima.
Preocupado com o futuro dos alunos dessa escola da periferia – ou com a falta de futuro – Pierre se disponibiliza junto a Augustine, a diretora, e se oferece como professor de dança para os alunos problemáticos da escola, que possui uma extensa lista de ex-alunos assassinados por estarem envolvidos com o crime.
Aí começa o desafio de Pierre, que tenta ensinar ritmos clássicos, como tango e valsa aos alunos-problema, que estão mais interessados em hip-hop e outros ritmos da periferia. Depois de enfrentar resistência, os alunos vão se dobrando e rendendo-se às investidas de Pierre, e desse confronto nasce um novo estilo de dança, com uma mistura dos ritmos clássicos com os ritmos da periferia.
Depois de muito ensaio, os alunos participam de uma competição de dança de salão com profissionais, e alguns deles conseguem chegar as finais.
Vem Dançar é baseado na história real de Pierre Dulaine (o Pierre original foi consultor artístico do filme). É também uma história bem parecida com outros filmes já conhecidos como ‘Meu Mestre, Minha Vida’, ‘Dança Comigo’ e ‘Ao Mestre com Carinho’, mas aqui a história é verdadeira, um exemplo de uma pessoa interessada em mudar a realidade social de outras pessoas, que convivem com o crime, falta de emprego e recursos, sem nenhuma perspectiva de vida e com todo tipo de disparidades de uma sociedade cada vez mais áspera e mortificante.
É claro que Vem Dançar conta com muitos problemas, principalmente pelo fato de ser dirigido por Liz Friedlander, que é estreante na cadeira de diretora de cinema. Ela se esqueceu, por exemplo, de mostrar com mais ênfase a vida de alguns alunos e seus percalços. No fim do filme ficou ainda uma pergunta: Será que a dança realmente mudou a vida daqueles alunos após a competição de dança de salão?
Apesar dos pesares, fica aí uma boa dica de diversão, com uma mensagem importante para ser refletida nos dias de hoje.

domingo, 21 de maio de 2006

VITRINE DA LITERATURA - Nº 3

Fortaleza Digital
Por Joannes Lemos
Você alguma vez já pensou na possibilidade de que todas as mensagens que envia para alguém pela internet podem estar sendo lidas por pessoas que você nem imagina que existam? Se você não sabe a resposta, então é melhor ler o incrível Fortaleza Digital, o 1º best-seller de Dan Brown, lançado em 1998 nos EUA e publicado no Brasil pela Editora Sextante, com tradução de Carlos Irineu da Costa. É o livro menos empolgante de Brown, mas não deixa de ser uma leitura interessante.
O pano de fundo desse engenhoso livro de ação e suspense é a comunicação virtual. Pessoas de todas as partes do mundo fazem uso, diariamente, da rede mundial de computadores, seja para conversar, descontrair, ou, trocar informações secretas. O problema é que nessas informações secretas existem vários planos de ataques terroristas e outros atentados do tipo. É na luta contra as informações secretas para impedir ataques terroristas que se envolve a NSA, a Agência de Segurança Nacional dos EUA. Uma poderosa organização, mais importante que a CIA ou qualquer outra organização de inteligência do mundo.
Com o objetivo de decifrar todas as mensagens, escritas em código, a NSA lança um supercomputador, capaz de quebrar todos os códigos e descobrir diversos planos maquiavélicos. No entanto, essa supermáquina de U$S 2 bilhões se depara com um código inquebrável. É então que entra em cena Susan Fletcher, a mais brilhante criptógrafa da NSA, que terá que descobrir uma maneira de contornar essa embaraçosa situação.
No decorrer da história muita coisa acontece, muitas pessoas morrem, numa luta desesperada para impedir que segredos de estado sejam revelados, e que a troca de informações possa continuar sendo vigiada para garantir a paz e a segurança.
Essa obra também aborda a luta de diversos grupos preocupados com a privacidade digital, e as liberdades individuais que as pessoas teriam direito ao usar a internet. Fato interessante desse livro é que Dan Brown contou com a ajuda de dois criptógrafos anônimos, ex-membros da NSA, que contribuíram com as pesquisas para a construção dessa obra, através de e-mails anônimos.
Se você ficou interessado nessa trama, vale a pena dar uma conferida.

domingo, 7 de maio de 2006

EM FOCO

Menino mal, não sabe que é feio fazer greve de fome. Garotinho desobediente, vai ficar sem o video game no fim de semana!
Você acha que a figura acima está fazendo encenação ou está tendo uma atitude séria?
Clique em comments e dê sua opinião.

sexta-feira, 28 de abril de 2006

TV BEST BRASIL - Nº 2

O Futuro da Caixinha de Surpresas
Por Joannes Lemos

Ao longo da história da humanidade, a vida assistiu a diversas transformações, evoluções e atualizações. Atualmente, vivemos em um mundo onde tudo evolui rápido. Os desenvolvimentos da biomedicina, da informática e de várias tecnologias permitem que o homem viva melhor, com mais prazer e qualidade. E uma das formas que fazem com que as pessoas se sintam felizes e descontraídas é a TV, essa caixinha de surpresas que há 56 anos entrou nos lares brasileiros. Mas, o que teremos em nossas casas em breve não será uma simples caixinha de surpresas.
Já faz alguns meses que vem sendo amplamente discutido pelos meios de comunicação a implantação da TV Digital no Brasil. Mas esse tema já é discutido em nosso país há três anos, e, quando for definitivamente implantado, será a 2ª revolução na nossa tv. A 1ª foi a passagem do preto e branco para o colorido. Por enquanto, não existe nada de definitivo com relação ao padrão que o país irá adotar. Recentemente, foi divulgado que o Ministro das Comunicações, Hélio Costa, junto com representantes de grandes grupos de comunicação, teriam optado pelo padrão japonês, mas ainda nada foi assinado.
Para entender o motivo desse imbróglio é preciso citar que existem no mundo três padrões de TV Digital:o padrão ATSC (Advanced Television Systems Committee), criado em 1994 e adotado pelos EUA, Canadá, México e Coréia do Sul; o padrão DVB-T (Digital Video Broadcasting Terrestrial), criado em 1996 e adotado por países da Europa, África, Ásia e Oceania, e o padrão ISDB-T (Integrated Services Digital Broadcasting Terrestrial), criado pelo Japão em 1999 e usado, até o momento, somente por este país. No Brasil, depois de vários estudos e pesquisas para analisar os três padrões, e com forte influência das grandes empresas de telecomunicações, a disputa foi focada entre os padrões japonês e europeu. A diferença entre eles é que o padrão europeu (DVB-T) foi desenvolvido pensando na multiprogramação, ou seja, um canal que transmiti vários programas no mesmo horário. Já o sistema japonês (ISDB-T) investiu em alta e baixa definição, tendo como diferencial a possibilidade de transmitir o conteúdo da tv para celulares e aparelhos em movimento (como dentro de um carro).
A Rede Globo declarou publicamente que é a favor do sistema japonês. O diretor da Central Globo de Engenharia, Fernando Bittencourt, afirmou que “o sistema adotado no Japão é o mais avançado tecnologicamente e o único a oferecer as características de alta definição, mobilidade e portabilidade no mesmo canal de televisão”.
Com todo esse impasse em torno do assunto, o Brasil é quem perde, ficando cada vez mais atrás no uso dessa nova tecnologia. Somos um dos poucos grandes países do mundo que ainda não decidiu qual padrão adotar. Outros mercados importantes em desenvolvimento, como o México, Índia e China já deram seus pontapés iniciais e largaram à nossa frente. Mas, depois de decidido o padrão a ser utilizado, todo o processo de migração para a TV Digital deve durar cerca de 15 anos, segundo especialistas. E quando a TV Digital for completamente implantada, um dos grandes atrativos será a convergência das mídias, ou seja, a utilização simultânea de diversos meios de comunicação pelo receptor de tv. Com isso, será possível acessar e-mails, consultar sites, fazer buscas, realizar compras pelo controle remoto, ter acesso a serviços de governo eletrônicos e uma infinidade de tarefas antes impensáveis para um simples aparelho de tv.
Todos os programas das emissoras – novelas, jogos de futebol e programas de auditório- serão gravados no formato digital. Isso significa que o nível de detalhes será muito maior. Nas novelas, será possível perceber truques como uma parede de papelão e isopor que formam um cenário, e será impossível disfarçar as ruguinhas das atrizes com maquiagem. Para aproveitar tudo o que a TV Digital irá oferecer, será necessário adquirir um televisor com sistema digital, as tvs da nova geração, com monitores de plasma ou LCD. No entanto, esses aparelhos custam muito caro, e a alternativa será adquirir um aparelho conversor, chamado “set top box”, que deverá custar entre R$100 e R$600, dependendo da tecnologia e recursos desejados.
Enquanto a TV Digital não é definitivamente adotada no Brasil, vamos ficando com água na boca com essa nova possibilidade de entretenimento. Mas é preciso deixar claro que não podemos nos preocupar apenas com a imagem de cinema, som de CD e alta definição que ela nos proporciona. Com a possibilidade de multiprogramação, a população merece que seja feita uma regionalização da produção, com mais programas locais, que destaquem as diversas culturas e comunidades, pois hoje o país inteiro é bombardeado pelas produções do eixo Rio-São Paulo. Com certeza, o bem maior que a TV Digital poderá trazer será a democratização dos espaços de comunicação
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quarta-feira, 26 de abril de 2006

TEMPO DE MUDANÇAS

Por Joannes Lemos
Caríssimos Leitores e Amigos, como tudo na vida muda, resolvi também fazer umas mudanças aqui no meu blog. Coloquei um novo visual, porque ficar com uma mesma roupa por muito tempo não dá, não é verdade?E também é cansativo, tanto para os olhos quanto para a mente. Foi pensando na atualização é que resolvi experimentar novas cores.Afinal de contas, não é a toa que o nome desse blog é Contemporâneo. Por isso ele tem que ser sempre atual. Quero destacar também que os textos publicados há mais tempo ainda podem ser lidos, a qualquer momento, bastando procurar na coluna ao lado, bem lá embaixo, a palavra archives. Aí, é só clicar no mês desejado e ler os textos publicados naquele período. E pensando nos meus amigos que prestigiam esse espaço lendo meus textos, resolvi mudar algumas configurações junto ao servidor. Agora, todos podem fazer seus comentários, e, espero, e acredito, que vocês farão comentários construtivos.Serão aceitos sugestões, opiniões, dicas e críticas, desde que tenham fundamento e sirvam para melhorar a qualidade desse espaço, afinal faço ele pra todos vocês.Espero que as mudanças agradem a todos.Um forte abraço!